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Pictorial poetry

Roberto Silva's pictorial poetry employs geometric figures to build vibrant compositions. This is achieved not only by the combination of shapes but also by the way colors are used. The result, instead of being a mass of cold matter, is an artwork that reflects the artist's mind.

Viewing the ensemble produced by Silva leads to the realization that no type of art is better than others. One is confronted by an art imbued with sincerity and depth. These two traits stem from investigation and experimentation carried out for more than ten years.

Silva's art is sincere because it is grounded on the continuous search for an individual, differentiated language that does not ignore the masters of the past, particularly those doing art from a geometric perspective, but rather seeks to learn from them what is best for the construction of a language consisting of renewed, often surprising elements.

The depth of Silva's art comes from continuous exercising, which keeps him from stopping his aesthetic investigation and his search for visual manifestations of interest either in terms of materials or visual impact on the viewer.

The final outcome of his visual journey is a concrete, geometric style of painting that, paradoxical as it may seem at first, causes excitement as it brings to the fore the best in each individual—the creative capacity. In this sense, each of Silva's work presents the viewer with an interpretation challenge through the interplay of shapes, colors, and textures that enchant at the same time it hints at profoundly human enigmas and multiple, deep meanings.

Oscar D'Ambrosio, a journalist, holder of a master's degree in Visual Arts from UNESP's Visual Arts Institute, is a member of the International Association of Art Critics-AICA, Brazilian section. His published works include Contando a arte de Peticov [On Peticov's art], Noovha América, and Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus [God's brushes: the life and work of naif painter Waldomiro de Deus], UNESP and imprensa Oficial do Estado de Sao Paulo.


Poética da imagem

A poética pictórica de Roberto Silva se vale de figuras geométricas para construir conjuntos plenos de vibração. Esse resultado é atingido não só pela combinação de formas, mas também pela forma como as cores são apresentadas. Dessa maneira, a arte não se torna uma massa de matéria fria transformada em obra de arte, mas um trabalho que brota do pensamento do artista.

A contemplação do conjunto desenvolvido por Silva dá a plena visão de que não existe algum tipo de arte melhor do que outra. O que há é arte realizada com sinceridade e profundidade. Nesse sentido, estamos perante trabalhos que somam essas duas características, pois são a consecução de um processo de pesquisa de mais de dez anos.

A arte de Silva é sincera, porque tem como apoio fundamental a busca constante por uma linguagem própria e diferenciada que não só não ignora os mestres do passado, principalmente aqueles que trabalham com a arte sob uma perspectiva geométrica, mas, acima de tudo, busca extrair deles o que há de melhor no caminho da construção de uma linguagem com elementos renovados e – muitas vezes – surpreendentes.

A profundidade da arte de Silva provém do exercício constante que não lhe permite estagnar a própria pesquisa estética e a busca de manifestações visuais que lhe sejam interessantes tanto em termos de pesquisa de materiais como de impacto visual no espectador de suas obras.

A somatória desse percurso visual é uma pintura geométrica concreta que, por mais paradoxal que possa parecer num primeiro momento, empolga por valorizar aquilo que cada pessoa tem de melhor: a capacidade de criar. Nesse sentido, cada tela de Roberto Silva estabelece um desafio interpretativo num jogo de figuras, cores e texturas que encantam e criam enigmas de densa humanidade e variados e profundos significados.

Oscar D'Ambrosio, jornalista, mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes Visuais da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil) e é autor, entre outros, de Contando a arte de Peticov (Noovha América) e Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora Unesp e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo).

 




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